Consumidor e Ordem Econômica
15 de Janeiro de 2026 às 11h40
MPF recomenda que Anatel restabeleça uso obrigatório do prefixo 0303 para telemarketing
Identificação deve ser mantida até que novo sistema de segurança e verificação de chamadas esteja funcionando em todo o país

Imagem: Canva
O Ministério Público Federal (MPF) enviou uma recomendação à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que torne novamente obrigatório o uso do prefixo 0303 em chamadas de telemarketing ativo. A medida contesta a decisão da agência que, em agosto de 2025, tornou facultativo o uso do código criado para ajudar o consumidor a identificar e bloquear ofertas comerciais indesejadas.
Criado em 2021, o prefixo 0303 é uma ferramenta de transparência. Ele permite que o cidadão saiba quem está ligando antes mesmo de atender, facilitando o bloqueio de chamadas inconvenientes. O MPF argumenta que a obrigatoriedade foi retirada precocemente, antes que a nova tecnologia substituta — o serviço Origem Verificada — estivesse disponível para toda a população. Além disso, o órgão ouviu diversos órgãos de defesa do consumidor e todos manifestaram discordância com a decisão da Anatel.
Proteção ao consumidor – Na recomendação, a procuradora da República Mariane Mello recomenda que a obrigatoriedade do 0303 seja mantida até que o sistema Origem Verificada esteja plenamente implantado. O órgão destaca que a nova tecnologia de autenticação deve ser compatível com aparelhos de diferentes níveis tecnológicos, acessível a toda população e segura o suficiente para garantir informações claras sobre quem está ligando.
Direito à informação – A atuação do MPF baseia-se no Código de Defesa do Consumidor (CDC), que garante o direito à informação clara e protege o cidadão contra práticas comerciais abusivas, como o telemarketing insistente. Para o Ministério Público, enquanto a nova tecnologia não for uma realidade para todos, o prefixo 0303 é o instrumento mais confiável para proteger esses direitos.
A Anatel tem o prazo de 30 dias para informar se irá acatar a recomendação.
Fonte MPF


