MPF inspeciona casas de taipa e cobra soluções emergenciais para comunidade Wassu Cocal, em Joaquim Gomes — Procuradoria da República em Alagoas

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Indígenas

3 de Abril de 2025 às 6h25

MPF inspeciona casas de taipa e cobra soluções emergenciais para comunidade Wassu Cocal, em Joaquim Gomes

Reunião com lideranças e inspeção em dia de chuva reforçam urgência de medidas estruturais

Registro fotográfico de uma das casas de taipa de Pedrinha, na aldeia Wassu Cocal, em Joaquim Gomes, zona da mata alagoana


Foto: Comunicação MPF/AL

Em meio às chuvas que atingiram a região nesta quarta-feira (2), o Ministério Público Federal (MPF) realizou inspeção em moradias da comunidade Wassu Cocal, constatando a existência de diversas casas de taipa, muitas em condições precárias e vulneráveis. A visita ocorreu após reunião realizada na aldeia, coordenada pelo procurador da República Eliabe Soares, que debateu demandas urgentes da comunidade com representantes do poder público e lideranças indígenas.

Durante a inspeção, ficou evidente que a falta de infraestrutura adequada coloca as famílias em situação de risco. “Quem sabe onde aperta o sapato é quem calça. Estou vendo a hora da minha neta ser soterrada”, desabafou dona Maria Augusta, moradora local. A ausência de saneamento adequado e a vulnerabilidade dessas habitações reforçam a necessidade de providências imediatas.

Na reunião, foi confirmado que o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) possui um levantamento preliminar de mais de 100 casas de taipa, espalhadas por todo o território. A prefeitura assumiu o compromisso de consolidar esses dados em até 10 dias, para que sejam utilizados na elaboração de projetos voltados à melhoria habitacional da comunidade.

Outro tema abordado foi a necessidade de construção de um muro de contenção para proteger a unidade de extensão das escolas indígenas estaduais José Manoel de Souza e Professora Marlene dos Santos, cuja estrutura está ameaçada pelo risco de desmoronamento de uma barreira próxima e foi interditada pela Defesa Civil Municipal.

No encontro, foi esclarecido que há uma discussão entre o Estado de Alagoas – que construiu a extensão – e o DNIT, que teria concordado com um ajuste nas obrigações assumidas com os indígenas no âmbito do TAC de agosto de 2023. Diante da ausência do DNIT e da necessidade de providências urgentes, o MPF agendou uma próxima reunião, marcada para sexta-feira (11), em Maceió.

A precariedade das escolas também foi um ponto de atenção. Além das escolas indígenas estaduais José Manoel de Souza e Professora Marlene dos Santos, que são muito apertadas para a quantidade de alunos que atende, a da falta de espaço adequado para armazenamento de alimentos na cozinha, na localidade de Pedrinha, a escola indígena rural Manoel Honório conta com apenas cinco salas para atender 92 alunos do infantil ao 9º ano, sem estrutura adequada para professores e estudantes, que precisa adaptar até a capela. Para o MPF, é necessária uma expansão da unidade, que enfatizou a urgência de um novo projeto que atenda à demanda crescente da região.

Outras demandas da comunidade foram registradas, incluindo a falta de abastecimento de água potável, dificuldades de acesso a programas habitacionais, a necessidade de manutenção de equipamentos agrícolas e a falta de empregos. O MPF reforçou o compromisso em acompanhar de perto essas questões e cobrar providências dos órgãos responsáveis.

A reunião contou com a participação de lideranças indígenas, representantes da Prefeitura de Joaquim Gomes, inclusive a prefeita municipal Rita de Cássia, Secretaria de Educação do Estado, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Assistência Social, Fundação Nacional dos Povos Indígenas, DSEI e do Comitê Gestor da Compensação do DNIT.

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Fonte MPF