Após denúncia do MPF, júri condena dupla por tentativa de homicídio contra policiais federais no Guarujá (SP) — Procuradoria da República em São Paulo

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Criminal

13 de Novembro de 2025 às 17h35

Após denúncia do MPF, júri condena dupla por tentativa de homicídio contra policiais federais no Guarujá (SP)

Delegado foi atingido na cabeça e ficou internado em estado grave; autor do tiro recebeu pena que passa de 48 anos de prisão

Imagem mostra agente da Polícia Federal de costas, com colete onde se lê o nome da instituição. Ao fundo, uma viatura da PF desfocada


Foto: Polícia Federal/ Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de dois criminosos que tentaram matar três policiais federais no Guarujá (SP) em 2023. O autor dos disparos foi sentenciado a uma pena total superior a 48 anos de prisão, somando-se os períodos de reclusão e detenção definidos na decisão judicial. Já o comparsa foi condenado a mais de 35 anos de prisão.

Ambos foram submetidos ao Tribunal do Júri em Santos, que reconheceu a autoria das tentativas de homicídio e de crimes como porte de armas de uso restrito, tráfico de drogas e atividades clandestinas de telecomunicação. Os réus já estão detidos e não poderão recorrer em liberdade.

Os policiais – um delegado e dois agentes da Polícia Federal – foram alvo dos tiros na manhã do dia 15 de agosto de 2023, quando cumpriam mandados judiciais no município da Baixada Santista. Durante perseguição aos criminosos, o delegado foi atingido por uma bala na cabeça. Ele ficaria internado por mais de um mês em estado grave. Ao final da operação, a equipe da PF conseguiu capturar a dupla e apreender duas pistolas semiautomáticas, porções de cocaína, ecstasy, maconha e lança-perfume, além de aparelhos de rádio para comunicação.

Trabalho conjunto – O julgamento dos réus foi realizado entre esta terça e esta quarta-feira (11 e 12 de novembro). O Ministério Público Federal, que denunciou os criminosos, atuou no caso por meio da Procuradoria da República em Santos, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF/SP e do Grupo de Apoio ao Tribunal do Júri (GATJ).

Ao estabelecer a dosimetria das penas após o veredito dos jurados, o juiz considerou circunstâncias e condições de elevação das sanções, como a gravidade dos delitos e os maus antecedentes dos criminosos. O homem que efetuou o disparo contra o delegado, por exemplo, é integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e possui condenações anteriores por tráfico de drogas e roubo qualificado.

O número da ação é 5005458-06.2023.4.03.6104. A tramitação pode ser consultada em https://pje1g.trf3.jus.br/pje/ConsultaPublica/listView.seam.

Ministério Público Federal (MPF)
Assessoria de Comunicação em São Paulo
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Fonte MPF