9/3/2026 – Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a sessão desta segunda-feira (9) do Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho julgou processos que tinham, pelo menos, uma mulher como parte. A sessão foi marcada principalmente por discursos dos ocupantes de cargos de direção do Tribunal no sentido da valorização das mulheres e necessidade pela busca de igualdade de gênero, inclusive no Poder Judiciário.
Além do salário
O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, falou sobre as lutas das mulheres por igualdade, que abrange a questão dos salários, mas também aspectos mais profundos, como os estereótipos de gênero. Entre outros assuntos, chamou atenção para a violência contra as mulheres, que necessita ser combatida no ambiente de trabalho, nas casas e nas ruas, e analisou pontos como o excesso de jornada nos cuidados com as famílias em comparação com os homens.
Sensibilidade institucional
O ministro Caputo Bastos, vice-presidente do TST, destacou o projeto “Elas em Pauta”, promovido pela Justiça do Trabalho em todo o Brasil nesta semana, de 9 a 13 de março. O objetivo é que as mulheres com processos em tramitação tenham a oportunidade de agilizar o fim da ação trabalhista por meio da conciliação, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. “A ação do Órgão Especial e o Projeto Elas em Pauta são gestos que reforçam a sensibilidade institucional dos tribunais do trabalho para temas que impactam diretamente as vidas das trabalhadoras”, assinalou.
Medidas estratégicas para igualdade
Outro a prestar homenagem às mulheres foi o ministro José Roberto Freire Pimenta, corregedor-geral da Justiça do Trabalho. Ele destacou que a Corregedoria busca estimular os Tribunais Regionais do Trabalho a concretizar medidas estratégicas pela igualdade de gênero, entre elas a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, para atenuar as desigualdades estruturais e a inserção de mulheres nos Tribunais, por meio de igualdade nas listas de promoção na carreira. Todas essas medidas estão regulamentadas. “A Corregedoria-Geral visa concretizar as políticas estratégicas para tornar real a igualdade entre homens e mulheres no Poder Judiciário”, concluiu.
(Guilherme Santos/CF)
Fonte TST