Justiça do Trabalho lança podcast e traz mudanças para o público da TV

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622026 – A abertura do ano judiciário do Tribunal Superior do Trabalho veio junto com a estréia de dois produtos da Comunicação Social. A nova versão do programa Revista TST agora vai ao ar em horário nobre na TV Justiça, com novo cenário e novos quadros. Já o podcast Podcast “Do Oiapoque ao Chui, a gente tá aqui” será quinzenal e está disponível no Spotify, no site e no canal do TST no YouTube.

Nas telas da TV

“Nesta edição do Revista do TST, você vai ver!”. Essa chamada não é novidade, mas o formato do principal programa da TV TST traz novos olhares para o telespectador, que passa a assistir o Revista em horário nobre na programação da TV Justiça, às segundas-feiras, às 21h05.    

Os apresentadores deixaram o estúdio e trazem as notícias do mundo trabalhista de cenários que poderiam ser museus, mas são, na verdade, espaços do edifício-sede do TST, em Brasília. É que a construção, projetada por Oscar Niemeyer, completa 20 anos em 2026 e também conta muito da história da Justiça do Trabalho. 

“Esse é o início da reformulação do Revista, que saiu do estúdio fixo, nos obrigando a sermos cada vez mais simples, diretos, objetivos, claros. Estamos deixando o programa mais compacto e informativo”, diz o coordenador de Rádio e TV, Rodrigo Tunholi. 

Para o público mais jovem, as novidades incluem também o quadro “Direto da Rede”, com comentários descontraídos sobre temas do mundo trabalhista abordados no perfil oficial do TST no Instagram (@tstjus). 

Rodrigo explica que a nova formatação do programa ainda permite inovar, o que deve trazer uma nova geração de telespectadores, sem perder o público cativo de operadores do direito. “Acho que vamos ter um ganho interessante de visibilidade nesse sentido, mas o formato não está fechado ainda. Já temos mudanças bem claras, bem marcadas na nova fase do programa, mas coisas novas ainda vão chegar. Vamos introduzindo e vendo o que vai ser formado, sempre com o objetivo de ficar direto e acessível ao público.”

Ondas do rádio

Como um bate-papo, o podcast “Do Oiapoque ao Chuí, a gente tá aqui” vai falar com o Brasil de Norte a Sul, Leste a Oeste. “Os quatro cantos do Brasil”, ressalta Edney Martins, secretário de Comunicação do TST e um dos apresentadores do podcast. 
“O planejamento da comunicação da Justiça do Trabalho prevê a ampliação de nossas ações nas plataformas de mídias sonoras, e o podcast está inserido nisso, assim como o nosso bom e velho conhecido rádio”, afirma. “Nossas inserções na Voz do Brasil e na programação da Rádio Justiça estão sendo ajustadas a um formato mais dinâmico, e isso também conversa com nossas inserções na RádioWeb, com quem estamos atuando. Assim, ampliamos o público com o qual estamos falando.”.

Para Natália Pianegonda, coordenadora de imprensa e apresentadora do podcast, o programa “vai colocar na rua” informações com uma linguagem mais leve e descontraída para tratar de assuntos atuais do mercado de trabalho. “É uma conversa  para quem trabalha atualmente, independentemente do tipo de vínculo. Traz notícias e serviços com responsabilidade, bom humor e elementos sonoros que enriquecem o bate-papo.” 

O episódio de estreia do programa já pegou carona na primeira ação de itinerância do TST em 2026, que se desenvolve esta semana na região do Bico do Papagaio, extremo norte do Tocantins e divisa com Pará e Maranhão. Quem explica como funciona a ação e qual a importância da Justiça do Trabalho ir até onde o trabalhador está é o juiz auxiliar da Presidência do TST e do CSJT, Otávio Ferreira. “Itinerância não é visita do Estado, não é local para tirar foto. É reconhecer que uma população precisa de atendimento, levar o maior número de órgãos e serviços. É possível ainda realizar a cooperação judicial com intercâmbio de magistrados”, destaca.

Segundo Ferreira, é assim que magistrados e servidores atendem às populações das regiões mais ao interior do país. “São ribeirinhos, quilombolas, comunidades à margem, que muitas vezes não têm acesso a uma Vara do Trabalho”, observa. 
A Justiça do Trabalho também faz parceria com outros órgãos para garantir serviços de cidadania a esse público. “No Tocantins, por exemplo, são mais de 20 instituições com serviços gratuitos de atendimento jurídico, emissão de documentos, consultas de saúde, identificação de direitos, palestras a alunos e comunidade em geral”, diz o magistrado.
O próximo podcast já está sendo produzido pela equipe da Secom, e tratará de saúde mental. “Vamos abordar um tema que teve mais relevância em nossas redes sociais, que foi a questão do burnout e os desdobramentos do esgotamento mental”, adianta Edney Martins. “Com isso, fazemos um link com o que está sendo mais procurado em nossas redes e também trazemos mais esclarecimento sobre esse conceito e as formas de prevenção e de ação para encarar essa questão.”
   
(Lara Aliano/EM/CF)

 

Fonte TST