Lava Jato/RJ: MPF quer manter prisão de ex-membro da cúpula da Seap

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Combate à Corrupção
18 de Abril de 2018 às 12h0

Lava Jato/RJ: MPF quer manter prisão de ex-membro da cúpula da Seap

TRF2 julga nesta quarta-feira se mantém prisão preventiva de Marcos Lips

Imagem mostras as grades de uma prisão.

Imagem ilustrativa (Istock Images)

O Ministério Público Federal (MPF) se opôs ao pedido de revogação da prisão preventiva de Marcos Vinicius Silva Lips, ex-secretário adjunto de Tratamento Penitenciário, da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-RJ). Investigado na Operação Pão Nosso, ele foi denunciado pela força-tarefa Lava Jato/RJ por corrupção, lavagem de dinheiro e participação na organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral. O habeas corpus em nome de Lips será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF2), onde está pautado para a sessão da 1ª Turma nesta quarta-feira (18).
Em parecer ao Tribunal, o MPF na 2a Região (RJ/ES) frisou os vínculos de Lips com os líderes da organização criminosa – foi intermediário de propinas obtidas em contratos da Seap – e enfatizou a necessidade de manter a prisão para preservar a ordem pública e garantir a aplicação da lei penal e a conveniência da instrução criminal. Para o MPF, a atuação de Lips na cúpula da segurança pública do Estado lhe conferiu poder, capacidade de influência e de intimidação em alto grau, o que tornaria sua soltura temerosa para o andamento do processo. Também a magnitude dos prejuízos aos cofres públicos (mais de R$ 24 milhões) foi citada como sinal do risco da libertação para a ordem pública.
“O fato de Lips não mais ostentar cargo de secretário adjunto na SEAP não afasta a necessidade da prisão, pois o que se busca, por ora, é paralisar uma das atividades-fim da organização: a ocultação de valores financeiros advindos da prática de corrupção e garantir a regularidade da instrução criminal”, notou o procurador regional da República Rogério Nascimento na manifestação sobre o habeas corpus. “É incabível se aplicar neste caso medidas cautelares alternativas à prisão preventiva.”

Assessoria de Comunicação
Procuradoria Regional da República na 2ª Região (RJ/ES) | Procuradoria Regional Eleitoral/RJ
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MPF

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