Candidatos indígenas aumentam participação em eleições nacionais

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Candidatos indígenas aumentam participação em eleições nacionais

Índio votando

Representatividade de eleitos também cresceu entre os pleitos de 2014 e 2018

A Justiça Eleitoral tem registrado aumento no número de candidaturas indígenas em eleições nacionais. Em 2018, houve um crescimento de 56,47% de candidatos que se declararam índios ou descendente ao realizarem o pedido de registro de candidatura. Foram 133 concorrentes ao pleito, contra 85 nas Eleições Gerais de 2014.

O número de eleitos também saltou de um deputado estadual, em 2014, para uma deputada federal e um vice-presidente da República, em 2018. O general Hamilton Mourão (PRTB) integrou a chapa eleita para comandar o país, e a advogada Joenia Wapichana (REDE) conquistou uma cadeira na Câmara Federal pelo estado de Roraima.

“Nós hoje somos cerca de um milhão de pessoas que fazem parte de mais de 305 povos distintos, que falam mais de 180 línguas. E, apesar de termos sido criminosamente reduzidos em números, nós representamos uma enorme diversidade social e cultural que detém conhecimentos tradicionais, saberes e ancestrais. Nossos conhecimentos tradicionais asseguraram toda proteção aos territórios indígenas que hoje são 13% do território nacional”, declarou Joenia ao tomar posse na Câmara dos Deputados.

O primeiro indígena a ocupar uma cadeira no parlamento brasileiro foi o cacique xavante Mário Juruna, eleito em 1982 pelo PDT do Rio de Janeiro, com 31 mil votos. Sua vitória representou um grande avanço dos povos indígenas no cenário político com a criação de uma comissão parlamentar para debater a questão dos índios no país. “Acredito que foi a primeira vez que o Brasil percebeu que estava violando os direitos dos povos indígenas e que era preciso fazer alguma coisa”, comenta a filha do cacique eleito, Samantha Ro’otsitsina.

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TSE

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