8ª Região (AP/PA) encerra 5ª Semana da Conciliação com mais de R$ 7 milhões de valores pagos aos trabalhadores

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Foi encerrada nesta sexta (31) em todo o país a 5ª Semana Nacional da Conciliação Trabalhista. Houve atuação de conciliadores capacitados para mediar os conflitos trabalhistas nos três Centros Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) existentes no Pará e Amapá e também nas Varas do Trabalho de fora da sede.

Em cinco dias, foram celebrados 668 acordos, em 1º e 2º graus, resultando em R$ 7.619.407,07 em acordos homologados, R$ 570.263,84 de recolhimento previdenciário e R$ 235,60 de recolhimento de imposto de renda.

A juíza Suzana Carvalho dos Santos, Coordenadora do Cejusc em Parauapebas (PA), disse que a criação do Centro na região contribuiu para criar uma cultura de conciliação. “Foi uma semana bastante produtiva. A conciliação aqui ainda é uma experiência embrionária visto que a comarca não tinha uma tradição. Porém, a implantação do Cejusc tem contribuído positivamente para melhorar esta cultura e sabemos que é algo que precisa ser trabalhado constantemente para obtermos índices cada vez melhores”, declarou.

Durante a semana, na 3ª Vara do Trabalho de Marabá (PA), foram realizadas 35 audiências de conciliação, 29 em processos na fase de conhecimento e seis na fase de execução. Em cinco dias, sessenta e nove pessoas foram atendidas e um total de 14 acordos foram homologados, somando R$ 213.895,92 em benefícios para os trabalhadores.

As conciliações mobilizaram uma equipe formada pelos servidores Kalil Jacome, Raylla Rodrigues e Antônio Carlos Aires sob a coordenação do juiz do trabalho Avertano Messias Klautau. O diretor de secretaria, Anailton Nascimento, destacou a atuação dos servidores e os resultados obtidos. “Ficamos felizes com o ótimo resultado, já que conseguimos atingir um percentual de 40% de sucesso, bem melhor do que em anos anteriores. O diferencial neste ano é que a equipe teve uma atenção e empenho para realmente conversar com as partes, analisando detalhadamente cada caso, dialogando com as partes sobre as parcelas trabalhistas em jogo e ouvindo com tranquilidade a versão de cada lado, bem como alertando as mesmas acerca dos riscos para ambas no prosseguimento do feito”.

Para a Juíza Roberta Santos, coordenadora suplente do Cejusc Belém, houve um grande empenho para agendar o máximo de audiências e incluir diversos processos em fase de execução. A magistrada destacou a atuação do Cejusc do 2º grau. “A pauta do 2º grau estava cheia diariamente. Nós precisamos deslocar alguns servidores do Cejusc 1º grau para auxiliar nas audiências. Então, o resultado dos processos que estavam aguardando recursos também foi bastante expressivo este ano. Diante da situação atual do nosso país em que existe uma crise financeira, que todo empresariado se queixa de tudo que vem acontecendo, ainda conseguimos conciliar bastante e arrecadar um bom valor que vai ser revertido para os trabalhadores”, concluiu.

Fonte: TRT da 8ª Região (AP/PA)

CSTJ

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